“O ACASO É UMA CIÊNCIA DIVINA”É preciso distinguir as coincidências.
O ACASO FOI DIVINO ONTEM E CONTINUA A SÊ-LO HOJE.
Vamos estudar o que se tem falado sobre o acaso e a comunicação entre o homem e o Ser divino ao longo dos tempos.
Sempre que investigo a História, terei que escrever o que os outros viveram aliado às minhas experiências, escreve diriamete todas as que tenho vivido.
É pelo que hoje vivemos que se podem avaliar mais correctamente os relatos históricos.
Não estudo História para conhecer a verdade sobre o passado; se não experienciássemos algo parecido com o que alguém viveu noutro tempo, seria difícil de entender o que os nossos antepassados escreveram.
Ao mencionar um texto bíblico ou outras fontes antigas, eu viso mostrar que, desde tempos remotos, esses autores acreditaram que o acaso é divino e que, também por isso, usufruíram de vários benefícios.
Talvez ainda não se tenha apercebido que a Bíblia tem dezenas ou talvez centenas de relatos sobre o acaso. Os líderes religiosos não os têm estudado nem praticado os métodos que vou mencionar. Não ensinam como estabelecer um diálogo com ser divino.
Por que razão eles não o têm feito? O próprio Deus esclarecerá a cada um.
Vamos ver como.
Quem já leu alguns dos meus escritos conhece as experiências por que tenho passado. Elas dariam para escrever centenas de livros sobre as sincronias divinas para nos fornecer informação.
Explicarei adiante como se pode usar o acaso a partir de um método aprovado por Ele.
Descrevo as minhas experiências com excertos bíblicos e explicarei a maneira como os descobri e como os interpretei. Escolho alguns acontecimentos, que são os mais breves e os mais fáceis de expor.
Ao longo do tempo, a Humanidade tem passado por períodos místicos com grande carga religiosa. No entanto o acaso tornou-se uma fonte de informação dada por Ele.
Recentemente, os assuntos sobre o acaso têm servido para investigação científica na área da matemática, concretamente nos sistemas aleatórios. Embora tenham trazido vários benefícios materiais, como os sorteios e a teoria dos jogos tão usada nas ciências económicas, mas isto pouco tem servido para a investigação espiritual.
O acaso é uma prova de que uma força estranha está por detrás de tudo e a ciência humana tem desejado esclarecer movimentos e forças.
O que se passa com a física quântica? Os electrões fogem da vista humana sempre que há o desejo de os localizar; os cientistas começam por admirar essas forças cósmicas e sabem que, como não as podem controlar, têm que se deixar subjugar por elas.
Outros há que chamam a essas forças “deuses” e temem-nas ou, pelo menos, respeitam-nas; criam histórias sagradas e cheias de símbolos. Isto acontece porque desconhecem na realidade as suas causas e não conseguem explicar os fenómenos.
Imaginamos os humanos a transcender essas forças e até mesmo as leis físicas a que todos estamos submetidos... Eles dizem que se conhecerem a fundo essas leis, que nos restringem, poderiamos também usá-las a nosso favor e até libertarmo-nos das restrições que elas impõem. O leitor entende que isso seja possivel já que as leis do acaso foram fiememente estabelecidas pelo Criador?
No entanto, o que a ciência ainda não está consciente é que a via para nos libertarmos é entrar em contacto com o Criador dessas leis, para as conhecer, claro que só será possivl conhecer o que Ele desejar nos revelar, e Ele não deixa de o fazer se o entender ser util.
Vou provar que Ele nos quer falar sobre estes assuntos.
Por vezes não queremos aceitar que, de um instante para o outro e num momento imprevisto, Ele pode mudar as leis que pensamos estarem firmemente estabelecidas.
É preciso estarmos preparados para compreender certos fenómenos.
A verdadeira ciência e a descodificação dos enigmas Ele nos facultará individual. Se eu desse a minha chave para outro entrar, a porta não se abriria.
Eu posso mostrar-lhe que tenho uma chave e contar o que vi para lá dessa porta, mas tudo o que ouvir irá talvez parecer irreal.
Só quando entrar com a chave que Ele lhe der a si, e só depois de ver o que está para além dessa entrada, é que então se beliscará e dirá: “Estou de facto aqui a viver o que me foi contado!”.
As más interpretações e as atitudes precipitadas.
Antes de lhe contar um episódio da minha vida, vou contar o que li, já não me recordo onde:
− Surgiu uma voragem no fórum de Roma e, quando alguém consultou o oráculo sobre o que se devia fazer para se compor o que estava mal, este respondeu que se jogasse para o abismo tudo quanto o povo romano tinha de mais precioso. Cúrcio precipitou-se então nele com as suas armas e o seu cavalo, porque acreditava que o povo romano nada possuía de mais precioso que as suas armas e a sua bravura.
Como sempre, o oráculo respondeu bem; só que o homem interpretou mal.
Pensemos duas vezes: o que é que todos nós temos de mais precioso e que governa toda a nossa vida? É uma pergunta à qual o Ser divino nos pode aconselhar.
Para mim o que temos de mais precioso não é aquilo que julgamos certo ou errado. Reconheço que é pelos nossos julgamentos precipitados que entregamos as nossas vidas à morte. Foi isto que aconteceu desde as decisões atribuídas pelo Génesis a Adão e Eva.
Quanto a mim, o que adquiri de mais precioso é saber que Deus está sempre disposto a dar-me a Sua opinião. Ele tem sempre uma palavra encorajadora e amiga como resposta a cada interrogação. Nos momentos em que tendo a interpretar mal o que Ele me diz, as Suas respostas são imprescindíveis. Quem o consulta sabe o quanto essas orientações ajudam não só a preservar a vida, como a torná-la mais leve para si e para os outros.
Foi o que aconteceu com a experiência que vou contar a seguir.
A escolha divina
Tive algumas lojas de confecção numas aldeias na zona da Guarda e uma delas era no Souto. Depois de arranjar a primeira empregada, uma cliente chamou-me à atenção que, se eu tivesse lá aquela moça, muitos não iriam entrar naquele estabelecimento. Como não costumo aceitar de chofre os presságios negativos dos outros, a rapariga continuou lá. Não foi por causa da falta de clientes mas, como outras pessoas também continuaram a comentar eu ter lá aquela empregada, transferi-a para outra loja fora da terra. Arranjei então uma rapariga bem vista por aquelas pessoas. Inicialmente ela portou-se bem mas, um dia, precisei de ir a casa dela e descobri, penduradas a secar, roupas que ela tinha retirado sem autorização!
De novo tive que procurar empregada. Anunciei e apareceram algumas candidatas com boas referências. Ia escolher Claudine, uma jovem linda e culta; morava mesmo ao lado da loja. No dia da decisão lembrei-me de pedir a Deus que me desse a Sua opinião se devia escolher essa ou outra. Coloquei-Lhe a questão e, ao abrir a Bíblia ao acaso, saiu um texto em Actos 1:24,25,26, dizendo:
− E oraram e disseram: Ó Deus, Tu que conheces os corações de todos, mostra-nos qual destes tens escolhido para que tome parte deste ministério e apostolado, de que Judas se desviou. Depois tiraram os nomes à sorte sobre eles, e a sorte caiu sobre Matias e por acordo comum este foi contado e incluído com os onze apóstolos.
Fiquei surpresa ao ler este texto de que antes ninguém me tinha falado e foi curioso ter tido conhecimento dele precisamente numa altura em que eu estava a atravessar uma situação idêntica. Não podia deixar de fazer o mesmo que os apóstolos para verificar o resultado.
O que aconteceu foi que, depois de escrever em bilhetes os nomes das candidatas e de tirar um à sorte, a que Deus escolheu foi a Daniela. Ela morava longe e eu estava decidida a não a empregar. Era pouco risonha e tinha um aspecto desmazelado.
Surpreendida com a decisão divina, perguntei se Claudine não era honesta e se aquela sorte que calhara era realmente a escolha divina. O texto que saiu a seguir foi em 1º Samuel 16:7, que diz:
− Não olhes para a sua aparência pois rejeitei-o (…) porque não é como o homem vê o modo de Deus ver, pois o mero homem vê o que aparenta aos olhos mas, quanto a Deus, Ele vê o que o coração é.
Já tinha investigado vários textos bíblicos que falavam sobre as sortes e com mais esta resposta fiquei absolutamente convencida de que as sortes tiradas deveriam ser respeitadas por serem a decisão divina.
Entretanto eu já tinha conversado com Claudine mostrando interesse em escolhê-la. Agora já nem sabia o que lhe iria dizer sobre a minha decisão de não a empregar. Então resolvi perguntar a Deus: “Agora como me vou livrar desta? O que vou dizer à moça?”.
O texto que saiu foi em Provérbios 16:1, dizendo:
- Ao homem terreno pertencem os arranjos do coração, mas de Deus deve vir a resposta da língua.
Logo ao lado deste texto encontra-se outra frase relacionada com a mesma situação. Em Provérbios 16:3 diz:
− Confia a Deus todos os teus negócios e os teus projectos terão bom êxito.
Aborrecida por ter tomado essa decisão sem O consultar, meditei:
− Precipitei-me em comer a batata ainda quente e agora estou em vias de me queimar.
Voltei a ler melhor a segunda parte do texto que me tinha saído em Provérbios 16:1:
“de Deus deve vir a resposta da língua”.
Então pensei:
− Ora bem! Esta seria uma óptima solução se Claudine soubesse como fazer perguntas a Deus! Seria fácil, Ele mesmo lhe falaria por que razão não quer que ela viesse trabalhar para a minha loja.
Interroguei-me se devia ensiná-la a consultar a Deus; no entanto, tomei a resolução de não envolver os assuntos espirituais com os materiais.
Mais tarde insisti na ideia; aquela loja era a que estava a facturar mais; a terra tinha muitas indústrias e empregava muitas mulheres que, na hora da saída, corriam para lá. Nessas alturas, seria conveniente ter mais uma empregada. Foi então que me lembrei de contratar Claudine para as horas de ponta. Continuava curiosa por que motivo Deus a tinha rejeitado e não queria tomar uma decisão sem Lhe fazer mais uma pergunta:
− Posso dar-lhe emprego em part-time? E como vou escolhê-la? Posso dizer-lhe que tirei sortes na escolha anterior e agora fá-lo-ia na frente dela?
E a resposta calhou em Ezequiel 44:7, dizendo:
− Nenhum estrangeiro pode entrar no meu santuário, quer dizer, nenhum estrangeiro que estiver no vosso meio.
Este texto podia ter muitas interpretações, mas, em vista da pergunta que tinha feito, estava claro que qualquer uma delas era negativa.
Entretanto disse à Daniela o que se tinha passado e expliquei-lhe como Deus me tinha falado para a escolher. Nos dias seguintes, Claudine fez amizade com Daniela e ia para a loja conversar.
Daniela acabou por relatar como eu consultava a Deus e como Ele a tinha escolhido.
Claudine aceitou com satisfação a novidade de que Deus pode aconselhar-nos sobre as decisões que devemos tomar. Confidenciou-lhe que só tinha procurado aquele trabalho para os pais não a incomodarem e que pretendia voltar para França, pois não suportava as saudades do namorado.
Correu para casa para perguntar a Deus se deveria voltar a procurar a empresa francesa onde anteriormente tinha trabalhado. Então a resposta que lhe saiu foi em Jó 14:15, que diz:
“Tu chamar-Me-ás e Eu mesmo te responderei. Terás saudades do trabalho das tuas mãos”.
No dia seguinte, Claudine estava radiante e foi logo cedo à loja contar as novidades sobre as respostas que Deus lhe tinha dado e as suas decisões. Não passou um mês sem que voltasse a trabalhar em França.
Ficou assim descodificado o mistério por que Deus a tinha rejeitado, não porque ela fosse desonesta.
TER CUIDADO COM AS INTERPRETAÇÕES E DECISÕES!
Quando Deus nos dá um conselho é importante duvidar das nossas interpretações iniciais e esperar pelos resultados, pois são os acontecimentos que nos vêm mostrar se fizemos uma boa ou má interpretação das Suas respostas. É útil nunca desanimar de O consultar; é essencialmente pelo conselho divino que nos entendemos a nós mesmos, às outras pessoas e à própria vida. Pelo hábito de encetar esse diálogo e o desejo de conhecer a realidade é que passamos a entender os eventos do nosso dia-a-dia. Mesmo depois de anos de prática nas respostas d’Ele é importante não confiar inteiramente na nossa sapiência.
Quando me saiu o texto de Ezequiel 44:7 entendi as palavras “Nenhum estrangeiro pode entrar no Meu santuário” como se Deus não fosse responder às interrogações da Claudine.
Mais tarde, quando a Daniela me informou que a Claudine tinha obtido respostas de Deus, percebi que tinha interpretado mal o versículo de Ezequiel. Então perguntei a Deus por que razão tinha interpretado mal esse texto, ou porque não tive a ousadia, como a Daniela teve, de explicar à Claudine que o próprio Deus a poderia aconselhar.
Então a esta minha interrogação saiu Mateus 12:3-7, que diz:
“Não lestes o que David fez quando os seus homens tinham fome? Como entrou na casa de Deus e comeram os pães da apresentação, algo que não lhe era lícito comer, nem aos que estavam com ele, mas apenas aos sacerdotes? (…) se tivesses entendido o que significa misericórdia não teríeis condenado inocentes”. O que pensavam os sacerdotes? “Deus fala apenas connosco e não com o povo, pois eles estão impuros!”. Por esta razão não havia controlo no ensino que se ministrava! Se Deus não podia dar o Seu próprio parecer ao povo, como é que se sabia quem ensinava verdade ou mentira? Também este é um assunto importante em que devemos debruçar-nos.
Para mim está claro que Deus quer dialogar com qualquer pessoa. Isto, se ela tiver desejo de confiar apenas n’Ele e não em palavras humanas. Por que razão não lhe facultaria Ele a informação que proporcionasse o seu aperfeiçoamento?
APENAS COM UM PEDAÇO DE PÃO, MILHARES COMEM.
Sim, pão fresco e vindo directamente d’Ele, sem intermediários
Entrementes ponderei: “Espera aí, se fosse eu a explicar que consultava a Deus será que ela aceitaria tão bem como aconteceu sendo a Daniela a dar uma explicação ocasional?”.
Resolvi saber a resposta de Deus a esta pergunta e o texto que Ele me fez ler foi em Mateus 16: 12. Precisei de o ler algumas vezes até finalmente entender que a resposta foi afirmativa. Vejam-se algumas palavras escritas neste capítulo:
− Jesus disse: “vigiai o fermento dos fariseus e dos saduceus”. Eles pensaram “ora, se nem trouxemos pão connosco! Porque julgais que não tendes pães? Não vos lembrais dos cinco pães que deram alimento a cinco mil homens e ainda sobraram doze cabazes? Compreenderam então que Ele lhes falara não do fermento dos pães, mas do ensino dos fariseus e dos saduceus”.
Que mensagem quis Deus transmitir-me com este texto?
− A primeira é que, se fosse eu a falar, ela não prestaria atenção a tudo quando eu desejaria explicar-lhe (na mente dela a dúvida bloquearia os raciocínios e a iniciativa de fazer perguntas a Deus daquele modo).
A segunda interpretação é a de que não foi preciso eu falar, já que o pouco que a Daniela lhe contou foi o suficiente para ela correr a fazer perguntas a Deus.
Além disso verificamos que as respostas d’Ele — os textos que a Claudine mencionou que lhe tinham saído — serviram para convencer ainda mais a Daniela que Deus nos pode falar, tal como eu também aprendi.
Como vamos aproveitar os “cabazes” que sobraram às duas? Veja que através do diálogo divino tanto os professores ajudam alunos como estes ensinam os seus mestres. Se todos podem dialogar com o Ser divino, então todos podem receber a Sua sabedoria. Ele distribui-la-á tanto aos ignorantes como aos que se julgam sábios.
Veja-se! Do pequeno pedaço de pão que eu tinha dado à Daniela apareceu pão fresco vindo directamente de Deus para a Claudine. Esta veio contar as suas experiências com as respostas claras que obteve. Então, restou pão para a Daniela e esta, contando-me, sobrou pão para mim. E o facto de estar a ler estes relatos significa que ainda sobrou pão para si. Se quiser consultar a Deus pode passar por experiências idênticas, que resultam em pão fresquinho directamente de Deus a partir daquele pedacinho inicialmente dado à Daniela.
Nos próximos artigos o titulo é:
INTERPRETAR AS RESPOSTAS E NÃO AS ESCRITURAS